1 Dia em Guimarães

Guimarães fica a 55 quilômetros do Porto. Perfeita para um bate e volta, tanto para quem vai de carro ou de trem. Dá pra conhecer seus pontos principais em um único dia e o ideal é percorrer a cidade à pé. Fique tranquilo, porque o percurso entre a parte alta da cidade e o centro histórico tem menos de 1km. Mas não subestime Guimarães pelo tamanho. Essa cidadezinha medieval é uma das mais importantes de Portugal. 

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O Castelo de Guimarães. Aqui nasceu Portugal. Foto: Alexandre Suplicy

Guimarães é a cidade berço da nação. Foi aqui, que em 1109 nasceu dom Afonso Henriques, o primeiro rei do País e que reconquistou a região, na época dominada pelos mouros.

Guimarães tem tantos monumentos históricos que é considerada como Patrimônio Mundial, pela UNESCO.

O ideal é começar o passeio pelo Castelo de Guimarães e pelo Paço dos Duques de Bragança. Um é pertinho do outro. A alguns passos fica também a Igreja São Miguel do Castelo, onde Dom Afonso Henriques teria sido batizado. 

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O pátio interno do Paço dos Duques. Foto: Alexandre Suplicy

O Paço dos Duques de Bragança é, atualmente, um dos museus mais visitados do norte de Portugal. Ele foi construído em 1420. Dentro desse monumento de pedra mora a história de todo o País. Essa foi a primeira residência dos duques de Bragança, que mais tarde assumiram o trono de Portugal.

O Palácio já esteve em ruínas e foi todo reconstruído por Salazar, durante a ditadura portuguesa, no século XX.

Do lado de fora, a quantidade de chaminés chama a atenção. Isso porque do lado de dentro há nada menos que 39 lareiras. E era mesmo preciso aquecer o ambiente, afinal o lugar é inteirinho de pedra.

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São 39 chaminés para as lareiras que aquecem o palácio. Foto: Alexandre Suplicy

O Paço dos Duques é um passeio bem interessante. Eu adorei saber as curiosidades do Palácio.

São 13 salas repletas de obras de arte ou réplicas, incluindo tapeçarias, móveis, peças de decoração, porcelanas e pinturas. Objetos históricos que revelam como vivia a dinastia real portuguesa.

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O Paço dos Duques é todo de pedra. Lindo para fotos também do lado de fora. Foto: Alexandre Suplicy

O Salão dos Passos Perdidos, por exemplo, era como uma sala de espera para quem pedia uma audiência com o rei. E como o próprio nome diz, a espera era tão longa que as pessoas ficavam andando de um lado pro outro.

Ao menos, elas podiam admirar as enormes tapeçarias. Réplicas que narram a conquista do norte da África, no século XV. As originais ficaram para os espanhóis.

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Sala dos passos perdidos. Foto: Alexandre Suplicy

A Sala de banquetes é impressionante, não só pelo tamanho da mesa e pelas louças de estanho… mas principalmente pelo teto, que tem o formato de um casco de navio invertido. O “detalhe”é uma alusão às conquistas marítimas do reino português.

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Eu, impressionada com o comprimento dessa mesa. Foto: Alexandre Suplicy
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O teto no formato de um navio ao contrário. Foto: Alexandre Suplicy

E são muitas salas que guardam relíquias de uma época gloriosa. Espalhados pelo Palácio, há porcelanas chinesas, móveis holandeses, tapetes de oração muçulmanos e pinturas religiosas. 

Quando passamos pelos quartos, a guia nos contou uma história super curiosa. Uma princesa chamada Catarina adorava tomar chá no final da tarde. Ela se casou com um nobre inglês e se mudou para a Inglaterra. Muito apegada ao seu País, ela fez questão de levar alguns elementos que trariam essa memória afetiva e a confortariam longe de casa. Uma dessas coisas foi o chá. E assim, uma portuguesa seria a verdadeira responsável pelo famoso hábito britânico do chá das 5. Interessante, né?Dia5_Guimaraes-22

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A guia, do Escritório de Turismo do Norte de Portugal contando curiosidades sobre Guimarães.

Há ainda uma capela super charmosa, toda em madeira. Os vitrais são do século XX, mas o pórtico ainda é o original.

 

Saindo da parte alta e seguindo em direção ao centro histórico de Guimarães, nós passamos por uma marca no chão que mostra exatamente onde ficava uma das portas da muralha do Castelo. Olha que incrível.

 

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Entrada da capela do Paço dos Duques. Foto: Alexandre Suplicy

Saindo da parte alta e seguindo em direção ao centro histórico de Guimarães, nós passamos por uma marca no chão que mostra exatamente onde ficava uma das portas da muralha do Castelo. Olha que incrível.

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Alê fotografando essa marca da cidade medieval.

No centrinho histórico de Guimarães, tudo é extremamente bem preservado. Vale a pena observar cada detalhe das ruazinhas estreitas de paralelepípedo e das casas antigas com varandas de ferro.

Há muitos edifícios históricos, largos, fontes, museus e igrejas.

As lojinhas também são um charme e vendem artesanatos e cerâmicas típicas da região do Minho. Pergunte sobre o lenço dos namorados, artigo bem tradicional e com uma história curiosa.

Passe sem pressa pelo Largo da Oliveira, de arquitetura gótica, e pela movimentada Praça de São Tiago, com seus cafés ao ar livre, ótima localização para quem quer almoçar na cidade.

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Largo da Oliveira. Foto: Alexandre Suplicy
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Praça de São Tiago. Foto: Alexandre Suplicy

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